Gripes de 1918 e 2009

Aproveitando o encalço da nova "Gripe A" que vem causando terror em muita gente desinformada por aí, vamos falar um pouco da Gripe Espanhola.

A Gripe de 1918, também chamada de Gripe Espanhola,a foi causada por um vírus ancestral da "Gripe A" que está circulando agora.




Calcula-se que a doença afetou 50% da população mundial, tendo matado 20 a 40 milhões de pessoas, sendo qualificada como o mais grave conflito epidêmico de todos os tempos. A falta de estatísticas confiáveis, principalmente no Oriente (como a China) pode ocultar um número ainda maior de vítimas.


O curioso é que a gripe não surgiu na Espanha, o primeiro caso foi registrado nos EUA, mas como a Espanha estava de fora da Primeira Guerra, tinha mais tempo para dedicar-se acompanhamento do surto e foi a primeira a noticiar a nova epidemia.


O Brasil foi atingido no mesmo ano, 1918, matando cerca de 300.000 pessoas por aqui, inclusive o presidente da república, Rodrigues Alves, em 1929.


A Gripe Espanhola, em sua onda mais agressiva, atingiu o pico de 8% de mortalidade.
A gripe atual possui uma taxa de 0,4%, sendo menos letal que a gripe sazonal, mas possui uma capacidade de transmissão incrivelmente mais alta, o que eleva as chances do vírus sofrer uma mutação e se tornar mais agressivo e mortífero; ou seja, o problema não é contrair a doença, é transmitir.

A epidemia se divide em ondas. Provavelmente em 4 meses teremos a segunda onda dessa nova gripe, que fará com que o vírus se torne mais agressivo, menos agressivo ou simplesmente desapareça do nada.

Até lá não adianta usar máscaras para se proteger. Segundo o Ministério da Saúde, a máscara só é indicada para quem possui algum sintoma da doença. Além do que atualmente contamos com um serviço de comunicação e saúde extraordinariamente superior ao daquela época.

O mais coerente é manter bons hábitos de higiene e evitar ao máximo locais fechados e de contato físico muito intenso.


Abaixo estão o site do Ministério da Saúde e o Disque Saúde. Informação é mais importante do que pânico.


http://twitter.com/minsaude
http://www.saude.gov.br
0800 611997



Fonte:
Wikipédia

Ministério da Saúde

O Golpe da Maioridade

Brasileiros!

A Assembléia Geral Legislativa do Brasil, reconhecendo o feliz desenvolvimento intelectual de S.M.I. o Senhor D. Pedro II, com que a Divina Providência favoreceu o Império de Santa Cruz; reconhecendo igualmente os males inerentes a governos excepcionais, e presenciando o desejo unânime do povo desta capital; convencida de que com este desejo está de acordo o de todo o Império, para conferir-se ao mesmo Augusto Senhor o exercício dos poderes que, pela Constituição lhe competem, houve por bem, por tão ponderosos motivos, declará-lo em maioridade, para o efeito de entrar imediatamente no pleno exercício desses poderes, como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

Brasileiros!
Estão convertidas em realidades
as esperanças da Nação;
uma nova era apontou;
seja ela de união e prosperidade.
Sejamos nós dignos de tão grandioso benefício.

Proclamação da Assembléia Geral ao povo sobre a maioridade.


Hoje, 23 de julho, é aniversário de 169 anos do Golpe da Maioridade, que deu fim ao Período Regencial e início ao Segundo Reinado no Brasil.

O "golpe" consistiu numa agitação popular promovida pelo Partido Liberal que pressionou o Senado a declarar o jovem Pedro II maior de idade aos 14 anos, tendo em vista que o jovem imperador atenderia aos interesses liberais.

Além de tirar do poder a Regência Una do Partido Conservador, o golpe permitiu a estabilização política do país. Das revoltas regenciais que ainda duravam, a Balaiada terminou em 1841 e a Farroupilha, em 1845, dando lugar a um período de relativa paz e prosperidade ao Brasil.
Abaixo estão algumas imagens do Segundo Reinado, onde podemos observar a crescente urbanização e uma tímida industrialização da corte (Rio de Janeiro).
Clique na imagem para ampliar.




Fonte:
Conteúdo: pt.wikipedia.org
Imagens: tabernadahistoria.blogspot.com

A Inquisição



O que foi a Inquisição?
Não, não foi um jogo de perguntas e respostas da idade média.

Foi um tribunal (Tribunal do Santo Ofício) criado pela Igreja Católica que perseguia, julgava e punia pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX.

O Brasil nunca chegou a ter um tribunal desses, mas emissários da Inquisição aportaram por aqui entre 1591 e 1767. Calcula-se que 400 brasileiros foram condenados e 21 queimados em Lisboa, para onde eram mandados os casos mais graves. Os inquisidores portugueses fizeram 40 mil vítimas, das quais 2 mil foram mortas na fogueira. Na Espanha, até a extinção do Santo Ofício, em 1834, estima-se que quase 300 mil pessoas tenham sido condenadas e 30 mil executadas.

Veja como era o passo-a-passo desde a "captura" até a execução dos hereges:

I. O Julgamento

I.i. A Chegada da Inquisição

Um grupo de monges do Santo Ofício chegava à aldeia e reunia toda a população na igreja. No chamado Período de Graça, que durava um mês, convidavam os pecadores a admitirem suas heresias. Quem se confessasse, em geral se livrava das penas mais severas

I.ii As Investigações

Quem não aproveitasse o Período de Graça poderia ser denunciado. Como a Inquisição incentivava a delação, o pânico era generalizado: todos eram suspeitos em potencial. O acusado era convocado a se defender no tribunal

I.iii A Sentença

O suspeito era interrogado por três inquisidores. Um deles, o inquisidor-mor, dava a sentença final. A defesa era difícil: raramente o réu tinha direito a um advogado. Para arrancar confissões, o Santo Ofício colocava espiões no encalço do suspeito e recorria a tenebrosas práticas de tortura

II. As Torturas

II.i Escala de Punições

O inquisidor-mor variava a crueldade dos castigos conforme a heresia. Os mais leves incluíam deixar o acusado acorrentado, sem comer nem dormir por vários dias. Mas os relatos históricos registram outros bem mais dolorosos, como os aparelhos chamados potro e extensão. Para amedrontar os acusados, os carrascos faziam uma demonstração de como funcionavam esses dispositivos. Para abafar os gritos, era comum colocarem colchões nas portas


A. O Potro

O livro Prisioneiros da Inquisição traz a história de Jean Coustos, mestre da loja maçônica de Lisboa, condenado pelo tribunal. Coustos passou pelos horrores do potro em 1743: "Me prenderam com uma argola no pescoço, um anel de ferro em cada pé e oito cordas que passavam por furos no cadafalso. Ao sinal dos inquisidores, elas foram puxadas e apertadas pelos carrascos. As cordas entravam na carne até os ossos e faziam jorrar sangue. Repetiram a tortura por quatro vezes. Perdi a consciência e fui levado de volta à minha cela sem perceber"



B. A Extensão

Seis semanas depois, o maçom foi submetido a outra tortura: a extensão. "As cordas, puxadas por um torniquete, faziam com que os punhos se aproximassem um do outro, por trás. Puxaram tanto que as minhas mãos se tocaram. Desloquei os dois ombros e perdi muito sangue pela boca. Repetiram três vezes o mesmo tormento antes de me devolverem à cela". Nos meses seguintes, Coustos ainda sofreu mais uma série de torturas até confessar. Foi condenado a quatro anos de trabalhos forçados em 1744.

III. As Sentenças

III.i O Auto-de-fé

Assim era chamada a cerimônia pública em que se liam as sentenças do tribunal. Os autos-de-fé geralmente ocorriam na praça central da cidade e eram grandes acontecimentos. Quase sempre o rei estava presente. As punições iam das mais brandas (como a excomunhão) às mais severas (como a prisão perpétua e a morte na fogueira)

III.ii Queimados mortos... ou vivos

A execução na fogueira ficava a cargo do poder secular. Se o condenado renunciasse às heresias ao pé do fogo, era devolvido aos inquisidores. Se sua conversão à fé católica fosse verdadeira, ele podia trocar a morte pela prisão perpétua. Quando descobria-se que um defunto havia sido herético, seu cadáver era desenterrado e queimado

III.iii Marcas da Humilhação

Para serem vistos pelo público, os prisioneiros subiam em um palco. Os que eram obrigados a vestir as chamadas marcas de infâmia, como a cruz de Santo André, chegavam a ser agredidos pela multidão. Outros levavam velas e vergastas nas mãos para serem chicoteados pelo padre durante a missa


O mais desumano dos inquisidores

Fanático. Cruel. Intolerante. Nos registros históricos, não faltam adjetivos depreciativos para definir o frei dominicano Tomás de Torquemada (nome sugestivo) (1420-1498), o mais duro inquisidor de todos os tempos.

Organizador do Santo Ofício espanhol, ele era confessor e conselheiro dos reis Fernando e Isabel. Em 1483, essa influência rendeu-lhe a nomeação de inquisidor-geral, responsável pelos 14 tribunais na Espanha e suas colônias. Logo de cara, autorizou a tortura para obter confissões, ampliou a lista de heresias e pressionou os reis a substituir a tolerância religiosa pela perseguição aos judeus e aos conversos. Resultado: ao final de sua gestão, mais de 170 mil judeus foram expulsos da Espanha e 2 mil pessoas viraram cinza nas fogueiras.

Fonte: abril.mundoestranho.com.br

Quem conta o número de mortos em guerras?

Ao longo do século XX, estima-se que 60 milhões de seres humanos perderam a vida. Mas essa contagem é, por muitas vezes, controversa.

É feita por dois métodos que variam de acordo com a situação.

Se for até alguns meses após a guerra, governos e organizações não-governamentais buscam informações em serviços de emergência e na mídia local para estimar o total de vítimas.

Se for bem depois do cessar-fogo, uma equipe de pesquisadores visita a região e entrevista os sobreviventes para reunir dados sobre desaparecidos.

"O primeiro método é o mais confiável. Nas pesquisas feitas muito tempo depois das batalhas, os habitantes locais podem deixar a área, e muitos dos que ficam não falam sobre os confrontos devido a algum trauma", afirma o economista Marc Herold, da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos. Ele é autor de um detalhado estudo que apontou que mais de 3 mil pessoas morreram na invasão militar americana ao Afeganistão, em 2001, número muito superior às poucas dezenas de vítimas que constam das estatísticas oficiais do governo americano. A existência de versões conflitantes, aliás, é uma situação bastante comum.

O exército em desvantagem tende a exagerar o número de baixas do inimigo para tentar desmoralizá-lo, e o outro lado camufla dados sobre vítimas civis para preservar sua imagem. Além disso, muitas pesquisas ignoram as chamadas baixas indiretas do conflito, pessoas que morrem por causa de um sistema de saúde em frangalhos ou por disputas internas, por exemplo. Ao considerar essa variável, a socióloga Beth Daponte, da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, avaliou que o número de mortos da primeira Guerra do Golfo, em 1991, pode ter sido superior a 200 mil, um contraste brutal com as 1 500 baixas anunciadas pelo Exército americano. Após revelar suas estimativas, ela quase foi demitida do Departamento de Comércio de seu país, onde trabalhava como demógrafa.